quarta-feira, 31 de março de 2010

A Matança dos cananitas


Por William Lane Craig

Questão 1:

Nos fóruns, tem havido muitas boas questões levantadas acerca do assunto da ordem de Deus para os judeus cometerem “genocídio” às pessoas da terra prometida. Como você tem colocado em alguns de seus trabalhos escritos que estes atos não se ajustam com o conceito ocidental de Deus sendo um doce papai no céu. Agora nós certamente podemos encontrar justificativas para aquelas pessoas ficarem debaixo do julgamento de Deus por causa dos seus pecados, idolatria, sacrifício de suas crianças, etc. Mas uma difícil questão é a matança de crianças e bebês. Se as crianças são jovens o suficiente juntamente com os bebês são inocentes dos pecados que a sua comunidade tinha cometido. Como nós reconciliaremos esta ordem de Deus para matar as crianças com o conceito de Sua Santidade? – Obrigado, Steven Shea.

Questão 2:

Eu tenho ouvido você justificar a violência do AT com a base de que Deus usou o exército Israelita para julgar os cananitas e a eliminação deles pelos israelitas é moralmente correta por que eles estavam obedecendo a uma ordem de Deus (devia ser errado se eles não tivessem obedecido a Deus na ordem de eliminar os cananitas). Isto se assemelha um pouco em como os Muçulmanos definem moralidade e justificam a violência de Maomé e outras questões morais questionáveis (os muçulmanos definem moralidade como o cumprimento da vontade de Deus). Você pode ver alguma diferença entre a sua justificativa da violência no AT e a justificação islâmica de Maomé e os versículos violentos do Alcorão? São a violência e as ações questionáveis de moralidade e os versículos do Alcorão bons argumentos ao falar com os muçulmanos? - Anônimo


Dr. Craig responde:

De acordo com o Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento), quando Deus tirou seu povo da escravidão do Egito e os fez voltar para a terra dos seus antepassados, Ele os direcionou para matar todo o povo cananita que estavam vivendo na terra (Dt. 7:1-2; 20:16-18). A destruição seria completa: cada homem, mulher e criança seriam mortos. O livro de Josué conta a história dos israelitas levando a cabo a ordem de Deus cidade após cidade do começo ao fim de Canaã.

Esta história ofende nossa sensibilidade moral. Ironicamente, contudo, nossa sensibilidade moral no Ocidente foi basicamente, e para muitas pessoas inconscientemente, formada por nossa herança judaico-cristã, a qual nos ensinou os valores intrínsecos dos seres humanos, a importância da conduta justa mais que caprichosamente, e a necessidade da adequada punição para o crime. A Bíblia mesma inculca os valores os quais estas histórias parecem violar.

A ordem para matar as pessoas cananitas está discordante precisamente porque ela parece tão em desacordo com o retrato de Javé, o Deus de Israel, como Ele é pintado nas Escrituras Hebraicas. Contrariamente à retórica vituperante de alguns como Richard Dawkins, o Deus das Escrituras hebraicas é um Deus de justiça, que sofre e de compaixão.

Você não pode ler os profetas do Antigo Testamento sem um senso de profundo cuidado de Deus pelos pobres, oprimidos, humilhados, órfãos e outros. Deus demanda justas leis e justas regras. Ele literalmente suplica às pessoas que se arrependam de seus caminhos errados que Ele poderia não julgá-los. “Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva” (Ez. 33:11).

Ele enviou um profeta até mesmo para a cidade pagã de Nínive por causa da Sua compaixão pelos habitantes, “homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda” (Jn 4:11). O próprio Pentateuco contém os 10 mandamentos, um dos maiores códigos morais da antiguidade, os quais moldaram a sociedade ocidental. Até mesmo o severo “olho por olho, dente por dente” não foi uma descrição de vingança, mas uma verificação na punição excessiva para cada crime, servindo para moderar a violência.

O julgamento de Deus é qualquer coisa, menos caprichoso. Quando o Senhor anunciou de julgar Sodoma e Gomorra pelos seus pecados, Abraão corajosamente perguntou,

E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? (Gn 18:25).

Tal como o negociante do Oriente Médio pechincha em uma barganha, Abraão continuadamente diminuiu o preço, e a cada vez Deus se comprometeu, sem nenhuma hesitação, garantindo a Abraão que se houvesse até mesmo 10 pessoas corretas na cidade, Ele não a destruiria por causa deles.

Então o que é que Javé está fazendo comandando o exército judeu para exterminar o povo cananita? É precisamente porque nós esperamos que Javé agisse justamente e com compaixão que nós achamos estas histórias tão difíceis de compreender. Como pode Ele comandar soldados para matar crianças?

Agora, antes de tentar dizer algo em forma de responda para esta difícil questão, nós devemos por bem primeiramente parar e perguntar a nós mesmos o que está em jogo aqui. Suponha que nós concordemos que se Deus (que é perfeitamente bom) existe, Ele não poderia ter emitido semelhante ordem. O que se segue? Que Jesus não ressuscitou dos mortos? Que Deus não existe? Dificilmente! Então qual é o suposto problema?

Eu tenho freqüentemente ouvido populares levantarem esta ordem como uma refutação do argumento moral para a existência de Deus. Mas eles estão obviamente enganados. A afirmação de que Deus não pode ter emitido tal ordem não falsifica ou diminui qualquer das duas premissas no argumento moral que eu defendo:

  1. Se Deus não existe, valores morais objetivos não existem;

  2. Valores morais objetivos existem;

  3. Então, Deus existe.

De fato, à medida que os ateus pensam que Deus fez algo moralmente errado na ordenação do extermínio dos cananitas, eles afirmam a premissa (2). Então, qual é o suposto problema?

O problema, parece-me, é que se Deus não emitiu tal ordem, então a história bíblica deve ser falsa. Qualquer um dos incidentes nunca realmente aconteceu, mas é apenas folclore israelita; ou senão, se elas aconteceram então Israel, cheio de um completo fervor nacionalista, pensando que Deus estivesse do lado dele, afirmou que Deus os comandou para cometer estas atrocidades, quando de fato Ele não os comandou. Em outras palavras, este problema realmente é uma objeção à inerrância bíblica.

De fato, ironicamente, muitos críticos do Antigo Testamento são céticos que os eventos da conquista de Canaã ocorreram. Eles tomam estas histórias como parte da lenda da fundação de Israel, de forma semelhante ao mito de Rômulo e Remo e a fundação de Roma. Para tais críticos o problema das ordenações de Deus desaparece.

Agora vamos colocar esta ordem em uma perspectiva totalmente diferente! A questão da inerrância bíblica é importante, mas não é como a existência de Deus ou a deidade de Cristo! Se os cristãos não podem encontrar uma boa resposta para a questão antes de nós e estão, além disso, convencidos que tal comando é inconsistente com a natureza de Deus, então nós teremos que desistir da inerrância bíblica. Mas nós não devemos deixar um descrente levantar esta questão enganando-se pensando que ele implica mais do que ele realmente faz.

Eu penso que um bom começo para este problema é enunciar nossa teoria ética que fundamenta nossos julgamentos morais. De acordo com a versão do mandamento divino ético que eu defendo, nossas obrigações morais são constituídas pelos mandamentos de um santo e amoroso Deus. Uma vez que Deus não emite ordens a si mesmo, Ele não tem obrigações morais para cumprir. Ele certamente não esta sujeito às mesmas obrigações e proibições a que nós estamos. Por exemplo, eu não tenho nenhum direito de tirar a vida de um inocente. Para mim, fazer isto me tornaria um assassino. Mas Deus não tem tal proibição. Ele pode dar e tirar a vida como Ele decidir. Nós todos reconhecemos isto quando censuramos alguma autoridade que presume tirar vidas como “brincar de Deus”. Autoridades humanas arrogam a si mesmas direitos os quais cabem somente a Deus. Deus não está sob qualquer obrigação para estender minha vida por mais um segundo. Se Ele quiser me desferir a morte agora, esta é Sua prerrogativa.

O que isto implica é que Deus tem o direito de tomar as vidas dos cananitas quando Ele achar melhor. Quanto tempo eles vivem e quando eles morrem é decisão Dele.

Então o problema não é que Deus terminou com a vida dos cananitas. O problema é que Deus mandou os exércitos israelenses acabarem com elas. Não é como mandar alguém cometer assassinato? Não, não é. Antes, uma vez que nossas obrigações morais são determinadas pelos mandamentos de Deus, Ele está mandando fazer algo que, na ausência da ordem divina, poderia ser assassinato. O ato era moralmente obrigatório para os soldados israelitas em virtude do mandamento divino, ainda que, tivessem eles o tratado em sua própria iniciativa, eles estivessem errados.

Na teoria do mandamento divino, então, Deus tem o direito de ordenar uma ação, a qual, ausente de um mandamento divino, seria pecado, mas a qual é moralmente obrigatória em virtude deste mandamento.

Muito bem; mas tal ordem não é contrária à natureza de Deus? Vamos olhar este caso mais de perto. É talvez significativo que a história da destruição de Sodoma por Javé – juntamente com Suas sérias garantias a Abraão que se houvessem tantas quanto até mesmo 10 pessoas retas em Sodoma, a cidade não seria destruída – dá forma a parte do fundo para a conquista de Canaã e ao mandamento de Javé de destruir as cidades lá. A implicação é que os cananitas não são pessoas retas, mas estão sob o julgamento de Deus.

De fato, antes da escravidão no Egito, Deus falou a Abraão,

Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos... e a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.” (Gn. 15:13,16)

Pense nisto! Deus suspende seu julgamento aos cananitas por 400 anos porque sua perversidade ainda não tinha atingido o ponto de intolerabilidade! Este é o Deus que suporta a dor que nós conhecemos das Escrituras hebraicas. Ele até mesmo permite que Seu povo escolhido definhe na escravidão por 4 séculos antes de determinar que o povo cananita esteja pronto para o julgamento e tirar o Seu povo do Egito.

No tempo de sua destruição, a cultura cananita era, de fato, devassa e cruel, abraçando práticas tais como prostituição cultual e até mesmo sacrifício de crianças. Os cananitas estão para ser destruídos “Para que não vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o SENHOR vosso Deus.” (Dt 20:18). Deus tinha razões moralmente suficientes para Seu julgamento sobre Canaã, e Israel era meramente o instrumento da Sua justiça, da mesma fora que centenas de anos depois Deus usaria as nações pagãs da Assíria e Babilônia para julgar Israel.

Mas tirar a vida de crianças inocentes? A terrível totalidade da destruição foi incontestavelmente à proibição da assimilação de nações pagãs. No ordenamento da destruição completa dos cananitas, o Senhor falou: “Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria.” (Dt 7:3-4). Este mandamento é parte e parcela de toda a estrutura da complexa e característica lei judia de práticas puras e impuras. Para a contemporânea mente ocidental muitas das regras da lei do Antigo Testamento parecem absolutamente bizarras e sem sentido: não misturar linho com lã, não usar os mesmos recipientes para carnes e laticínios, etc. O impulso que sobrepujava estas regras é a proibição de vários tipos de mistura. Linhas claras de distinção são esboçadas: isto e não aquilo. Isto serviu como um tangível e diário lembrete que Israel é um conjunto especial de pessoas separado para Deus.

Eu falei uma vez com um missionário indiano que me contou que a mente oriental tem uma tendência inveterada com respeito à amalgamação (fusão). Ele falou que os Hindus ouvem o evangelho sorrindo e dizem “Sub ehki eh, sahib, sub ehki eh!” (Tudo é Um, sahib, Tudo é Um!). Faz quase o impossível para alcançá-los por causa até mesmo das contradições lógicas incluídas no todo. Ele disse que ele pensa que a razão de que Deus deu a Israel tantas ordens arbitrárias sobre pureza e impureza era para ensiná-los a Lei da Contradição!

Por definição em tal grau forte, severa dicotomia Deus ensinou Israel que qualquer assimilação com a idolatria pagã era intolerável. Era Sua forma de preservar a saúde e posteridade espiritual de Israel. A matança das crianças cananitas não apenas serviu para prevenir uma assimilação da identidade cananita, mas também serviu como uma ilustração tangível e detalhada da separação de Israel como um povo exclusivo de Deus.

Além do mais, se nós acreditarmos, como eu acredito, que a graça de Deus é estendida para aqueles que morreram na infância ou como pequenas crianças, a morte destas crianças era verdadeiramente sua salvação. Nós somos tão apegados à perspectiva naturalista terrena, que nós esquecemos que aqueles que morrem estão felizes por deixar esta terra pela alegria incomparável do paraíso. Então, Deus não faz nada errado ao tomar suas vidas.

Então o que Deus faz de errado ao comandar a destruição dos cananitas? Não os cananitas adultos, porque eles eram corruptos e mereciam o julgamento. Não as crianças, porque eles herdaram a vida eterna. Então quem é o transgressor? Ironicamente, eu penso que a maior dificuldade de todo este debate é o aparente erro que os soldados israelenses fizeram a si mesmos. Você pode imaginar que seria como ter que invadir uma casa e matar uma mulher aterrorizada e seus filhos? O efeito brutal nestes soldados israelenses são perturbadores.

Mas então, novamente, nós estamos pensando de um ponto de vista ocidental cristianizado. Para as pessoas do mundo antigo, a vida já era brutal. Violência e guerra eram fatos da vida na vivência das pessoas no oriente antigo. Evidências deste fato é que as pessoas que contam estas histórias aparentemente não pensam nada do que os soldados israelenses estavam ordenados a fazer (especialmente se estas são lendas da fundação de uma nação). Ninguém estava com peso na consciência pelos soldados terem matado os cananitas; aqueles que o fizeram se tornaram heróis nacionais.

Além do mais, meu ponto acima retorna. Nada podia ilustrar para os israelitas a seriedade de sua chamada como povo escolhido de Deus somente. Javé não estava brincando com eles. Ele estava falando sério, e se Israel apostatasse, a mesma coisa aconteceria com eles. Como C. S. Lewis colocou, “Aslan não é um leão manso”.

Agora, como relacionar tudo isto a Jihad Islâmica? O islamismo vê a violência como um meio para propagar a fé muçulmana. O Islamismo divide o mundo em duas partes: a dar al-Islam (Casa da Submissão) e a dar al-harb (Casa da Guerra). A primeira são aquelas terras as quais têm sido adquiridas em submissão ao Islamismo; a última são aquelas nações que ainda não se submeteram. Assim é como o Islamismo verdadeiramente vê o mundo!

Em contraste, a conquista de Canaã representa o justo julgamento de Deus sobre aquelas pessoas. O propósito não era fazê-los se converterem ao judaísmo! A guerra não foi usado como um instrumento de propagação da fé judaica. Além do mais, o extermínio dos cananitas representou uma circunstância histórica incomum, não uma habitual forma de comportamento.

O problema com o Islamismo, então, não é que ele tem a teoria moral errada; é que ele tem o Deus errado. Se os muçulmanos pensam que nossas obrigações morais são constituídas de mandamentos de Deus, então eu concordo com eles. Mas os muçulmanos e os cristãos diferem radicalmente sobre a natureza de Deus. Os cristãos crêem que Deus é um Deus amoroso, enquanto os muçulmanos acreditam que Deus ama somente os muçulmanos. Alá não tem amor pelos incrédulos e pecadores. Então, eles podem ser mortos indiscriminadamente. Além do mais, no Islamismo, a onipotência de Deus supera tudo, inclusive sua própria natureza. Ele é então absolutamente arbitrário na sua conduta com a humanidade. Em contraste, os cristãos sustentam que a natureza santa e amorosa de Deus determina seus mandamentos.

A questão não é, então, de qual a teoria moral está correta, mas qual é o verdadeiro Deus?

Traduzido e adaptado por Leandro Teixeira.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Predestinação: Cinco Afirmações Incontestáveis


John Stott

Comentário Sobre Romanos 8:28-30

A predestinação para a vida é o eterno propósito de Deus, pelo qual (antes de lançados os fundamentos do mundo) tem constantemente decretado por seu conselho, a nós oculto, livrar da maldição e condenação os que elegeu em Cristo dentre o gênero humano, e conduzi-los por Cristo à salvação eterna, como vasos feitos para honra. Por isso os que se acham dotados de um tão excelente benefício de Deus, são chamados segundo o propósito de Deus, por seu Espírito operando em tempo devido; pela graça obedecem à vocação; são justificados gratuitamente; são feitos filhos de Deus por adoção; são criados conforme à imagem de seu Unigênito Filho Jesus Cristo; vivem religiosamente em boas obras, e, enfim, chegam, pela misericórdia de Deus, à felicidade eterna”. (XVII Artigo de Religião – Predestinação e Eleição).

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou, também justificou; aos que justificou também glorificou” (Romanos 8:28-30). Nestes dois versículos Paulo esclarece o que quis dizer no versículo 28 ao referir-se ao “propósito” de Deus, segundo o qual ele nos chamou e age para que tudo contribua para o nosso bem. Ele analisa o “bem” segundo os parâmetros de Deus, bem como o seu propósito de salvação, através de cinco estágios, desde que a idéia surgiu em sua mente até a consumação do seu plano na glória vindoura. Segundo o apóstolo, esses estágios são: presciência, predestinação, chamado, justificação e glorificação. Primeiro há uma referência a aqueles que Deus de antemão conheceu. Essa alusão a “conhecer de antemão”, isto é, saber de alguma coisa antes que ela aconteça, tem levado muitos comentaristas, tanto antigos como contemporâneos, a concluir que Deus prevê quem irá crer e que essa presciência seria a base para a predestinação. Mas isso não pode estar certo, pelo menos por duas razões. A primeira é que neste sentido Deus conhece todo mundo e todas as coisas de antemão, ao passo que Paulo está se referindo a um grupo específico. Segundo, se Deus predestina as pessoas porque elas haverão de crer, então a salvação depende de seus próprios méritos e não da misericórdia divina; Paulo, no entanto, coloca toda a sua ênfase na livre iniciativa da graça de Deus. Assim, outros comentaristas nos fazem lembrar que no hebraico o verbo “conhecer” expressa muito mais do que mera cognição intelectual; ele denota um relacionamento pessoal de cuidado e afeição. Portanto, se Deus “conhece” as pessoas, ele sabe o que passa com elas [138]; e quando se diz que ele “conhecia” os filhos de Israel no deserto, isto significa que ele cuidava e se preocupava com eles.[139] Na verdade Israel foi o único povo dentre todas as famílias da terra a quem Javé “conheceu”, ou seja, amou, escolheu e estabeleceu com ele uma aliança. [140] O significado de “presciência” no Novo Testamento é similar. “Deus não rejeitou o seu povo [Israel], o qual de antemão conheceu”, isto é, a quem ele amou e escolheu (11:2). [141] À luz deste uso bíblico John Murray escreve: “’Conhecer’... É usado em um sentido praticamente sinônimo de ‘amar’... Portanto, ‘aqueles que ele conheceu de antemão’... é virtualmente equivalente a ‘aqueles que ele amou de antemão”.[142] Presciência é “amor peculiar e soberano”. [143] Isto se encaixa com a grande declaração de Moisés: “Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu, porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo... mas porque o Senhor vos amava...”. [144] A única fonte de eleição e predestinação divina é o amor divino.

Segundo, aqueles que [Deus] de antemão conheceu, ou que amou de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (29). O verbo predestinou é uma tradução de proorizõ que significa “decidiu de antemão” (BAGD), como se vê em Atos.4:28 (“Fizeram o que o teu poder e tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse”). É, pois, evidente que o processo de tornar-se um cristão implica uma decisão; antes de ser nossa, porém, tem de ser uma decisão de Deus. Com isso não estamos negando o fato de que nós “nos decidimos por Cristo”, e isso livremente; o que estamos afirmando é que, se o fizemos, é só porque, antes disso, ele já havia “decidido por nós”. Esta ênfase na decisão ou escolha soberana e graciosa de Deus é reforçada pelo vocabulário com o qual ela está associada. Por um lado, ela é atribuída ao “prazer” de Deus, a sua “vontade”, “plano” e “propósito”, [145] e por outro lado, já existia “antes da criação do mundo” [146] ou “antes do princípio das eras”. [147] C. J. Vaughan resume esta questão nas seguintes palavras:

Cada um que se salva no final só pode atribuir sua salvação, do primeiro ao último passo, ao favor e à ação de Deus. O mérito humano tem de ser excluído: e isto só pode acontecer voltando às origens do que foi feito e que se encontra muito além da obediência que evidencia a salvação, ou mesmo da fé a que ela é atribuída; ou seja, um ato de espontâneo favor da parte daquele Deus que antevê e pré-ordena desde a eternidade todas as suas obras. [148]

Este ensino não pode se minimizado. Nem a Escritura nem a experiência nos autoriza faze-lo. Se apelarmos para a Escritura, veremos que no decorrer de todo o Antigo Testamento se reconhece ser Israel “a única nação na terra” a quem Deus decidiu “resgatar para ser seu povo”, escolhido para ser sua “propriedade peculiar”; [149] e em todo o Novo Testamento se admite que os seres humanos são por natureza cegos, surdos e mortos, de forma que sua conversão é impossível, a menos que Deus lhes dê vista, audição e vida. Nossa própria experiência confirma isso. O Dr. J. I. Packer, em sua excelente obra O Evangelismo e a Soberania de Deus,[150] aponta que, mesmo que neguem isso, a verdade é que os cristãos crêem na soberania de Deus na salvação. “Dois fatos demonstram isso”, ele escreve. “Em primeiro lugar, o crente agradece a Deus pela sua conversão. Ora, por que o crente age assim? Porque sabe em seu coração que Deus foi inteiramente responsável por ela. O crente não se salvou a si mesmo; Deus o salvou. (…) Há um segundo modo pelo qual o crente reconhece que Deus é soberano na salvação. O crente ora pela conversão de outros... roga a Deus para que opere neles tudo quanto for necessário para a salvação deles”. Assim os nossos agradecimentos e a nossa intercessão provam que nós cremos na soberania divina. “Quando estamos de pé podemos apresentar argumentos sobre a questão; mas, postados de joelhos, todos concordamos implicitamente”. [151] Mesmo assim há mistérios que permanecem. E, como criaturas caídas e finitas que somos, não nos cabe o direito de exigir explicações ao nosso Criador, que é perfeito e infinito. Não obstante, ele lançou luz sobre o nosso problema de tal maneira a contradizer as principais objeções que são levantadas e a mostrar que a predestinação gera conseqüências bem diferentes do que se costuma supor. Vejamos cinco exemplos: 1. Dizem que a predestinação gera arrogância, uma vez que (alega-se) os eleitos de Deus se gloriam de sua condição privilegiada. Mas o que acontece é justamente o contrário: a predestinação exclui a arrogância, pois afinal, não dá para entender como Deus pode se compadecer de pecadores indignos como eles! Humilhados diante da cruz, eles só querem gastar o resto de suas vidas “para o louvor da sua gloriosa graça” [152] e passar a eternidade adorando o Cordeiro que foi morto. [153]2. Dizem que a predestinação produz incerteza e que cria nas pessoas uma ansiedade neurótica quanto a serem ou não predestinadas e salvas. Mas não é bem assim. Quando se trata de incrédulos, eles nem se preocupam com a sua salvação – até que, e a não ser que, o Espírito Santo os convença do pecado, como um prelúdio para a sua conversão. Mas, se são crentes, mesmo que estejam passando por um período de dúvida, eles sabem que no final a sua única certeza consiste na eterna vontade predestinadora de Deus. Não há nada que proporcione mais segurança e conforto do que isso. Como escreveu Lutero ao comentar o versículo 28, a predestinação “é uma coisa maravilhosamente doce para quem tem o Espírito”. [154]3. Dizem que a predestinação leva à apatia. Afinal, se a salvação depende inteiramente de Deus e não de nós, argumentam, então toda responsabilidade humana diante de Deus perde a razão de ser. Uma vez mais, isso não é verdade. A Escritura, ao enfatizar a soberania de Deus, deixa muito claro que isso não diminui em nada a nossa responsabilidade. Pelo contrário, as duas estão lado a lado em uma antinomia, que é uma aparente contradição entre duas verdades. Diferentemente de um paradoxo, uma antinomia “não é deliberadamente produzida; ela nos é imposta pelos próprios fatos... Nós não a inventamos e não conseguimos explicá-la. Não há como nos livrar dela, a não ser que falsifiquemos os próprios fatos que nos levaram a ela”. [155] Um bom exemplo se encontra no ensino de Jesus quando declarou que “ninguém pode vir a mim, se o Pai... não o atrair” [156] e que “vocês não querem vir a mim para terem vida”. [157] Por que as pessoas não vão a Jesus? Será porque não podem? Ou é porque não querem? A única resposta compatível com o próprio ensino de Jesus é: “Pelas duas razões, embora não consigamos conciliá-las”. 4. Dizem que a predestinação produz complacência e gera antinomianos. Afinal, se Deus nos predestinou para a salvação eterna, por que não podemos viver como nos agrada, sem restrições morais, e desafiar a lei divina? Paulo já respondeu esta questão no capítulo 6. Aqueles que Deus escolheu e chamou, ele os uniu com Cristo em sua morte e ressurreição. E agora, mortos para o pecado, eles renasceram para viver para Deus. Paulo escreve também em outro lugar que “Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença”. [158] Ou melhor, ele nos predestinou para sermos conformes à imagem de seu Filho (29). 5. Dizem que a predestinação deixa as pessoas bitoladas, pois os eleitos de Deus passam a viver voltados apenas para si mesmos. Mas o que acontece é o contrário. Deus chamou um único homem, Abraão, e sua família apenas, não para que somente eles fossem abençoados, mas para que através deles todas as famílias da terra pudessem ser abençoadas. [159] Semelhantemente, a razão pela qual Deus escolheu seu Servo, a figura simbólica de Isaías que vemos cumprida parcialmente em Israel, mas especialmente em Cristo e em seu povo, não foi apenas para glorificar Israel, mas para trazer luz e justiça às nações. [160] [161] Assim, Deus fez de nós seu “povo exclusivo”, não para nos tornarmos seus favoritos, mas para que fôssemos suas testemunhas, “para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. [162]Portanto, a doutrina da predestinação divina promove humildade, não arrogância; segurança e não apreensão; responsabilidade e não apatia; santidade e não complacência; e missão, não privilégio. Isso não significa que não existam problemas, mas é uma indicação de que estes são mais intelectuais do que pastorais. E o ponto que Paulo quer enfatizar no versículo 29 é, com toda certeza, pastoral. Tem a ver com dois propósitos práticos da predestinação de Deus. O primeiro é que nós devemos ser conformes [viver de conformidade com] à imagem de seu Filho. Ou, dito da forma mais simples possível, o eterno propósito de Deus para seu povo é que nos tornemos como Jesus. O processo de transformação começa aqui e agora, em nosso caráter e conduta, por meio da obra do Espírito Santo, [163] mas só será completado e aperfeiçoado quando Cristo vier e nós o virmos, [164] e quando nossos corpos se tornarem como o corpo de sua glória. [165] O segundo propósito da predestinação de Deus é que, como resultado de nos tornarmos conformes à imagem de Cristo, ele passe a ser o primogênito entre muitos irmãos, desfrutando da comunhão da família como também da prerrogativa de ser o primogênito. [166]Vamos agora à terceira afirmação de Paulo: E aos que predestinou, também chamou (30a). O chamado de Deus é a aplicação histórica da sua predestinação eterna. Seu chamado chega às pessoas por meio do evangelho; [167] quando esse evangelho é anunciado a elas com poder e elas lhe respondem com a obediência da fé, aí é que se sabe que Deus as escolheu. [168] Assim a evangelização (o anúncio do evangelho), longe de se tornar supérflua em virtude da predestinação de Deus, é indispensável, pois é exatamente ela o meio proporcionado por Deus para que o seu chamado chegue às pessoas e desperte a sua fé. Fica, pois, evidente que aqui, quando Paulo fala do “chamado de Deus”, não se trata daqueles apelos generalizados do evangelho, mas sim da convocação divina que levanta os espiritualmente morto e lhes dá vida. Geralmente se chama isso de chamado “efetivo” de Deus. Aqueles a quem Deus dirige esse chamado (30) são os mesmos que “foram chamados de acordo com o seu propósito” (28). Em quarto lugar, aos que chamou, também justificou (30b). O chamado efetivo de Deus capacita aqueles que o ouvem a crer; e aqueles que crêem são justificados pela fé. Como a justificação pela fé é um assunto dominante nos capítulos anteriores desta carta de Paulo, não há necessidade de se repetir o que já foi dito, a não ser talvez enfatizar que a justificação é muito mais do que simples perdão ou absolvição, ou mesmo aceitação; é uma declaração de que nós, pecadores, agora somos justos aos olhos de Deus, pois ele nos conferiu o status de justos, que na verdade trata-se da justiça do próprio Cristo. É “em Cristo”, em virtude da nossa união com ele, que nós fomos justificados. [169] Ele se fez pecado com o nosso pecado, para que nós pudéssemos nos tornar justos com a sua justiça. [170]Quinto, aos que justificou, também glorificou (30c). Já por diversas vezes Paulo usou o substantivo “glória”. Trata-se essencialmente da glória de Deus, a manifestação do seu esplendor, a glória da qual todos os pecadores estão destituídos (3:23), mas que se regozijam na esperança de recobrar (5:2). Paulo promete também que se participarmos dos sofrimentos de Cristo iremos participar também da sua glória (8:17), e que a própria criação irá um dia experimentar a liberdade da glória dos filhos de Deus (8:21). Agora ele usa o verbo: aos que justificou, também glorificou. Nosso destino é receber corpos novos em um mundo novo, e ambos serão transfigurados com a glória de Deus. Muitos estudiosos percebem que o processo da santificação, que ocorre entre a justificação e a glorificação, foi omitido no versículo 30. No entanto, ele está implícito ali, tanto na alusão a sermos conformados à imagem de Cristo, como na preliminar necessária para nossa glorificação. Pois “santificação é glória iniciada; glória é santificação consumada”. [171] Além disso, tão certo é esse estágio final que, embora ainda se encontre no futuro, Paulo o coloca no mesmo tempo aoristo, como se fosse um fato passado, tal como tem usado para os outros quatro estágios que já são passado. É o assim chamado “passado profético”. James Denney escreve que “o tempo da última palavra é impressionante. É a mais ousada antecipação de fé que o próprio Novo Testamento contém”. [172] Na verdade estas promessas serviram de grande estímulo para Paulo (como deveriam ser também para nós) quando ele, num ato de grande ousadia, decidiu ampliar sua visão evangelística para alcançar os gentios.

Vimos aqui, portanto, as cinco afirmações incontestáveis apresentadas por Paulo. Deus é retratado como alguém que se move irresistivelmente de um estágio ao outro; de uma presciência e predestinação eternas, através de um chamado e uma justificação históricos, para a glorificação final de seu povo em uma eternidade futura. Faz-nos lembrar uma cadeia composta de cinco elos inquebráveis.


NOTAS:

[136] Jeremias 29.11.
[137] At 2.23; cf. 4.27.
[138] Sl. 1.6; 144.3.
[139] Os 13.5.
[140] Am 3.2.
[141] Cf. 1 Pe 1.2.
[142] Murray, vol. I, p. 317.
[143] Ibid., p. 318.
[144] Dt 7.7s.; cf. Ef 1.4s.
[145] Ef 1.5,9,11; 3.11.
[146] Ef 1.4.
[147] 1 Co 2.7; 2 Tm 1.9; cf. 1 Pe 1.20; Ap 13.8.
[148] Vaughan, 9. 163.
[149] 2 Sm 7.22ss; cf. Êx 19.3ss; Dt 7.6; 10.15; 14.2; Sl 135.4.
[150] Edições Vida Nova, 1961.
[151] Ibid., pp. 13ss.
[152] Ef 1.6,12.14.
[153] Ap 5.11ss.
[154] Lutero (1515), p. 371.
[155] Packer, op. cit., p. 21.
[156] Jo 6.44.
[157] Jo 5.40.
[158] Ef 1.4; cf 2 Tm 1.9.
[159] Gn 12.1ss.
[160] Is 40.1ss; 49.5ss.
[161] Ver; por exemplo, At 13.47; 26.23.
[162] 1 Pe 2.9ss.
[163] 2 Co 3.18.
[164] 1 Jo 3.2ss.
[165] 1 Co 15.49; Fp 3.21.
[166] Cf. Cl 1.18.
[167] 2 Ts 2.13s.
[168] 1 Ts 1.4s.
[169] Gl 2.17.
[170] 2 Co 5.21.
[171] Bruce, p. 168.
[172] Denney, p. 652.


Fonte: STOTT, John. A Mensagem de Romanos. Trad. Silêda e Marcos D S Steuernagel. 1ed. São Paulo: ABU Ed., 2000. 528p.; pp. 300-306.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Publicanos e fariseus: filhos da mesma mãe e do mesmo pai

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Por Caio Fábio

A culpa tende a gerar duas tendências na alma. Ou ela vai para o pólo “coerente” com o estado de transgressão pelo qual a pessoa se sente culpada, mergulhando e ensopando a alma nos banhos da entrega ao objeto da transgressão, ou ao seu desejo, ou mesmo à multiplicação indiscriminada e repetitiva do mesmo comportamento ou sentimento pelo qual a pessoa se sente culpada; ou, então, ela, a culpa, leva a alma para o pólo oposto, fazendo da própria transgressão e da culpa um dado moral para os outros, posto que em tal “lógica” existe o seguinte argumento: “Já que eu sei que é mal para mim, e como não consigo deixar, lutarei contra a possibilidade de que outras pessoas sejam atingidas pelo mesmo mal”. Ora, é por esse piedoso argumento que todos os fariseus da história mataram e matam os "coerentes" com eles próprios, ainda que aos olhos do mundo fossem "diferentes".

Ora, isto é assim porque no primeiro pólo estão os publicanos, e no segundo estão aos fariseus.

Assim nascem os dois pólos que são fruto exatamente da mesma coisa: culpa.

Tanto o frouxo e libertino quanto os legalistas e farisaicos, são afligidos pelo mesmo mal: culpa.

O culpado que tende para a primeira categoria é aquele que se enxerga minimamente, e como não consegue vencer em si mesmo aquilo que acha ruim, decide não se meter na vida de ninguém, posto que ele mesmo sabe como é a sua própria natureza. Daí esse ir ao templo e dizer: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”

Já o culpado que tende para a segunda categoria, é aquele que se enxerga, mas não quer que ninguém mais o perceba, daí ele se esconder atrás das proibições das coisas que mais o seduzem. E como esse estado gera muita angustia, a pessoa acaba por se endurecer para não ter que sofrer a si própria como incoerência crônica, e, assim, torna-se um legalista para os outros, como se em assim procedendo, ele diminuísse a sua própria culpa. Daí esse ir ao templo se jactar em oração de não ser como os demais homens da terra: pecadores.

Para Jesus as duas coisas eram ruins, mas Ele preferia o pessoal do primeiro grupo, e apenas por uma razão: tais pessoas raramente deixam de ser vulneráveis à verdade, e tornam-se profundamente mais convertíveis que as outras, posto que confessam quem são, enquanto os do segundo grupo julgam os outros, enquanto eles mesmos estão em pior situação, posto que lutam contra quem são acusando os outros de serem exatamente como eles são, só que ninguém sabe. Desse modo, seu estado caminha para a petrificação.
Ora, é por tudo isto que eu afirmo outra vez: somente na Graça a alma pode parar de ser vitimada por esses dois pólos, pois é somente sob a Graça que o coração pode parar a tendência natural da culpa de posicionar a alma num desses dois pólos do coração.

Pois é somente na justiça que vem da fé no que Jesus já fez por nós, que o coração pode se assentar perdoado a fim de poder ser transformado.

Longe da Graça os ambientes que prevalecem são os desses dois pólos: o da frouxidão e ou o da petrificação. Um é pasta. O outro é pedra. O coração, todavia, quer ser apenas de carne.

Fonte: Caminho da Graça Via: Reflexões

Alerta contra erros


Por John MacArthur

Por que muitos evangélicos agem como se os falsos mestres na igreja nunca pudessem ser um problema sério nesta geração? Muitos parecem estar convencidos de que “rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3.17).

Na verdade, a igreja hoje é possivelmente mais suscetível aos falsos mestres, aos sabotadores doutrinários, e ao terrorismo espiritual que qualquer outra geração na história da igreja. A ignorância bíblica dentro da igreja parece ser mais profunda e mais espalhada que em qualquer outra época desde a Reforma Protestante. Se você duvida, compare o sermão típico de hoje com um sermão aleatoriamente escolhido de qualquer grande pregador evangélico anterior a 1850. Também compare a literatura cristã de hoje com quase tudo publicado por editoras evangélicas há cem anos ou mais.

O ensino bíblico, mesmo nos melhores lugares hoje, tem sido deliberadamente facilitado, feito tão vago e raso quanto for possível, supersimplificado, adaptado ao mínimo denominador comum – e então formatado para criar apelo em pessoas com déficit de atenção.

Os sermões são quase sempre breves, simplistas, cobertos de referências à cultura pop o quanto for possível, saturados com anedotas e ilustrações. (Piadas e histórias engraçadas retiradas de experiência pessoal têm vantagem em relação a referências e analogias retiradas da própria Escritura). Os tópicos típicos de sermão são grandemente ajustados para favorecer questões antropocêntricas (como relações pessoais, vida de sucesso, autoestima, listas de como fazer, e por aí vai) – até a exclusão de muitos dos temas doutrinários da Escritura que exaltam a Cristo. Em outras palavras, o que muitos pregadores contemporâneos fazem é virtualmente o oposto do que Paulo descreveu quando disse que nunca deixou de “anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20.27).

Não apenas isso, mas aqui está como Paulo explicou sua abordagem como ministro do Evangelho, mesmo entre os pagãos incrédulos da mais libertina cultura romana:

E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. (1 Coríntios 2.1-5)

Note que Paulo deliberadamente se recusou a adaptar sua mensagem ou ajustar seu anúncio para se encaixar no padrão filosófico ou gostos culturais dos coríntios. Quando ele diz mais tarde na epístola, “e fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus… Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei … Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9.20-22), ele estava descrevendo como se fez um servo de todos (v.19) e um companheiro daqueles a quem tentava alcançar. Em outras palavras, ele evitou se fazer uma pedra de tropeço. Ele não estava dizendo que adaptou a mensagem do Evangelho (que ele claramente disse que é uma pedra de tropeço – 1.23). Ele não adaptou os métodos para ser agradável aos gostos de uma cultura mundana.

Paulo não pensava em satisfazer as preferências de uma geração em particular, ele não usou qualquer artifício para ganhar atenção. Qualquer que seja o antônimo que você possa pensar para a palavra showman, esse provavelmente seria uma bela descrição do estilo do ministério público de Paulo. Ele queria deixar claro a todos (incluindo aos próprios convertidos de Corinto) que vidas e corações são renovados por meio da Palavra de Deus, e nada mais. Desta forma, eles começariam a entender e apreciar o poder da mensagem do Evangelho.

Traduzido por Josaías Jr

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Quais são as credenciais de um verdadeiro apóstolo?


Por Júnior Rubira

Vivemos um momento na igreja atual no qual é comum sabermos de ministérios que tem como prática comum a ordenação de "apóstolos", ou denominações que possuem os seus auto-intitulados "apóstolos de Cristo", em geral a população cristã aceita este movimento chamado de "Renovação Apostólica" e seus líderes que são "apóstolos/profetas/ungidos", desconhecendo porém os critérios bíblicos para que uma pessoa seja ordenada ou entitulada apóstolo (ou em uma versão mais aberta "apóstola") e o que realmente definia nos tempos da igreja primitiva um apóstolo verdadeiro.

Infelizmente o título de apóstolo virou moda, e com isso este cargo caiu na banalização e na futilidade, culminando na introdução do falso conceito naquilo que a Bíblia estabelece como verdadeiro, atraindo portanto para si homens que querem apenas fama, dinheiro, promoção ministerial e divinização pessoal, atraindo para si toda a autoridade que na verdade nem sempre é dada por Deus.

São muitos "apóstolos" que se levantam na atualidade, pricipalmente dentro do Brasil, divulgando curas, milagres e aberturas de igrejas como provas da veracidade de seu ministério apostolar, mas será que de fato a bíblia requer apenas isso para definirmos um apóstolo? Será que a Bíblia se restringe á superficialidade destas obras para conceituar o ministério apostólico? Basta curas e crescimento denominacional para entendermos uma atuação verídica de um apóstolo?

O que significa a palavra apóstolo?

A palavra apóstolo provém do grego apostolos (Απόστολος) e significa literalmente "enviado", podendo ainda compreender o sentido de "embaixador" sendo assim o apóstolo uma pessoa que representa quem o enviou. Esta palavra foi usada para descrever o Senhor Jesus em Sua relação com Deus (Hb 3.1; Jo 17.3) e aplicou-se para designar-se os que foram chamados para um treinamento especial com Jesus (Lc 6.13; 9.10), além de definir em um sentido mais amplo aqueles que haviam sido enviados a serviço da igreja no auxílio e implatação de igrejas (At 14.4, 14 Paulo e Barnabé; Rm 16.7 Andrônico e Júnias; 2 Co 8.23 dois irmãos anônimos chamados ´embaixadores[apóstolos]` das igrejas; Fp 2.25 Epafrodito é chamado ´vosso enviado [apóstolo]`; 1 Ts 2.6 define-se Paulo, Silas e Timóteo em sua relação com Cristo. Extraído do dicionário Vine pp. 407 e 408, CPAD, 4ª edição 2004).

Em que consistia o ministério apostólico?

O apóstolo é um dom dado á igreja para a edificação dos santos, quem ocupava este cargo possuia primazia na hierarquia eclesiástica estabelecida na Palavra do Senhor (1 Cor 12.27-31; Ef 4.11-16), o ministério apostólico consistia em viagens missionárias onde os vocacionados pregavam o Evangelho, e implantavam igrejas, demonstrando por meio de sinais a Palavra de Jesus Cristo, testemunhando das coisas que vivenciaram enquanto conviveram com o Mestre, ganhando almas e resgatando vidas, estes tinham autoridade para escrever mandamentos á igreja do Senhor, pois eram inspirados pelo Espírito neste importante negócio (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.45-50; 1 Cor 9.2; 2 Cor 12.12; Ef 2.19-20; 3.1-5; 2 Pe 1.20-21; 3.15; Jd 17-18; Ap 1.19), os apóstolos foram responsáveis pela expansão da igreja pelo mundo por meio da pregação inspirada pelo Espírito Santo. Num sentido mais amplo, os enviados da igreja serviam de alguma forma, fosse pela pregação, transporte de cartas, auxílio em trabalhos evangelísticos ou outras coisas no serviço em prol do Evangelho.

Quem poderia exercer o ministério apostólico e o que qualificava um apóstolo?

Óbviamente a igreja não era "casa da mãe joana", não era qualquer um que poderia chegar dizendo que era apóstolo e ir impondo revelações, ensinamentos e abrindo igrejas, era necessário um currículo restrito para que alguém assumisse a posição de apóstolo.

Pedro aquando da escolha do substituto de Judas, o traidor, esclareceu á igreja a respeito das qualificações necessárias para que alguém tomasse parte no apostolado:

"É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição." (Atos 1:21-22).

Os apóstolo eram pessoas diretamente vocacionadas por Jesus, que haviam testemunhado Suas obras e ensinamentos e que haviam visto o Cristo ressuscitado (Mc 3.13, 14; Lc 6.12-16; At 9), sem esta experiência ninguém poderia tomar sobre si este título em seu sentido técnico e restrito a uma classe especial de pessoas.

Basicamente foram três os estágios vividos pelos apóstolos: chamada, educação e missão.

Chamada

O próprio Cristo vocacionou seus escolhidos, e para os fins de Sua missão, tomou a iniciativa, comissionando aos que a Ele seguiam, sempre com um chamado simples e direto, cheio de autoridade, e uma resposta imediata a este chamado (Mc 1.16-20; 2.14; 3.13-19; At 9.1-16).

Educação

A Bíblia relata que os discípulos eram testemunhas e companheiros de Jesus no Seu ministério público, sempre aprendendo do Mestre (Mc 4.10-25, 35-41; 6.7-11, 31, 47-52; 8.14-21), esta experiência de convivência proporcionou aos discípulos aprendizados sobre amor, esperança, fé, humildade, mansidão, e virtudes centrais do Evangelho, Jesus se dedicou a formar bons discípulos educando-os em tudo, como podemos ver na leitura de João do capítulo 13 ao 17.

Missão

Jesus enviou em missão aos seus discípulos capacitando-os e revestindo-os de poder e autoridade espiritual para pregarem o Evangelho, anunciando o Reino de Deus, e realizando curas e expulsão de demônios (Mc 6.7-13; Mt 10; Lc 10.1-24), desta forma adquiriram experiência e aprendizado diante do Mestre para a obra que iriam realizar.

A concessão do título apostolar por parte da igreja

Com o tempo, as exigências da igreja (que logo obteve grande desenvolvimeto) e a livre concessão do Espírito de Deus o apostolado deixou de ter aquela estreiteza em seus limites. Por ato da igreja de Antioquia (At 13.1-3), Barnabé e Saulo foram constituídos apóstolos: é-lhes concedido este título em At 14.4, 14. Paulo defendia firmemente seu apostolado (Rm 1.1; 1 Co 1.1; 2 Co 1.1, etc.) e associava com ele Barnabé (Gl 2.9; 2 Co 9.5, 6), como já foram citados, outros irmãos também receberam este título. Havia contudo uma condição essencial para o círculo apostólico: um apóstolo devia ter visto o Senhor (1 Co 9.1), para poder testemunhar logo o objeto da fé da igreja, Cristo ressuscitado (1 Co 15.8).

Hoje num sentido mais amplo algumas igrejas entendem como apóstolo aquele que é enviado para implantação de igrejas na propagação do Evangelho e no desbravamento do campo missionário, servindo á igreja e ao Senhor, porém não com a mesma autoridade que estava vinculada aos que primeiramente possuíam este título, pois ninguém está autorizado a trazer uma revelação que esteja em grau de igualdade com a Bíblia Sagrada, todos devem seguir o que foi deixado como herança nas Escrituras pelos primeiros apóstolos.

O apóstolo, suas obras e o fruto do Espírito

O ministério apostólico na vida de uma pessoa se confirma através de seus feitos em prol do Evangelho, o apóstolo biblicamente falando deve ser um desbravador, uma pessoa que arrisca até mesmo a vida para levar a mensagem do Evangelho, que abre trabalhos, implanta igrejas e ganha almas para Jesus pregando a Sã Doutrina (1 Co 9.2), infelizmente não é o que vemos por parte dos ditos "apóstolos" da atualidade, pois não se dirigem a locais onde o Evangelho não chegou, pelo contrário, ficam em grande centros, e ás vezes "pescando em aquário" tirando membros de outras igrejas ás custas de críticas e acusações, postura que não condiz com a de um verdadeiro apóstolo (Rm 15.15-21).

Além do esforço no ensino e na pregação da Palavra, por vezes expondo até mesmo a própria vida (At 20.17-27;2 Co 12.15; Gl 6.17), o apóstolo deve ter sua pregação confirmada por meio de curas, sinais, prodígios e maravilhas (At 4.29-30; Rm 15.19; 2 Co 12.12), porém as curas em si não qualificam o apóstolo se não forem acompanhadas do fruto do Espírito, afinal se é o Espírito que promove sinais, este mesmo Espírito já promoveu uma transformação de caráter em quem promove os sinais (1 Co 11.1; Gl 5.22), pois a ausência de caráter cristão é sinal e prova de um ministério apostólico falso (2 Co 11.13; 2 Pe 2.1; Jd 2, 8; Fp 3.2; 2 Tm 3.1-9; Mt 7.15; 24.11; 24; Mc 13.22; At 13.6-10, Ap 2.2, etc.), portanto não só obras de caridades e curas são válidas para se aprovar um apóstolo, pois como Paulo disse:

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Co 13.1-7).

Sem amor de nada vale obra de caridade ou milagre, sem o verdadeiro Evangelho que é centrado no amor, de nada vale ter um grande ministério com milhares de igrejas cheias de fiéis.

Agora, depois de todos este aspectos bíblicos citados acima, podemos dizer que possuímos apóstolos hoje em dia? Será que de fato alguns que se auto-intitularam apóstolos passam pelo crivo da palavra? Estes que clamam pela teologia da prosperidade e um "evangelho" totalmente distorcido, que não é centrado no amor de Cristo e na Sua Doutrina, são mesmo apóstolos? Fazem o mesmo que os apóstolo faziam? Ou andam escondendo sua falta de caráter e conduta cristã, além de pregação espúria, atrás de sinais, curas e denominações grandiosas?

A grande verdade meus irmãos, é que no grande Dia, muitos "apóstolos" dirão algo ao Senhor e receberão uma dura resposta, pois Jesus disse:

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."
(Mt 7.21-23).

Apesar de ter sido um pouco extenso, espero ter respondido a alguns críticos que defendem os erros de grandes "apóstolos" da atualidade, espero que os leitores possam ter consciência da verdade em Cristo.

No temor do Senhor,

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O desafio de pregar Cristo numa sociedade viciada em sexo

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Por: Renato Vargens

A industria pornô movimenta milhões de dólares em todo mundo. Infelizmente os chamados filmes pornô fazem parte da realidade de uma multidão de pessoas nos mais variados países.

Para piorar a coisa a cada dia cresce mais o número de sites pornográficos, bem como a procura por materiais do mesmo gênero. Há pouco um conhecido tabloide inglês publicou a notícia que uma empresa inglesa de filmes pornô, ofereceu 1 milhão de dólares para que a cantora Susan Boyle perdesse a virgindade em um filme adulto.

Lamentávelmente os números da indústria pornô são impressionantes e apontam para o profundo estado de depravação humana, senão vejamos:
43% de todos os internautas vêem material pornográfico (1 de cada 3 são mulheres);
Apesar de, pelo primeiro ano, não aparecer como os termos mais buscados no Google Brasil, "sexo" e "pornô" permanecem dentro do top 5 de palavras mais buscadas por jovens abaixo dos 18 anos;
Só 3% dos sites requerem uma verificação de idade;
Só 0,5% dos sites tem certificadores de conteúdo;
35% de todas as descargas em internet são relacionadas a pornografia;
A média de tempo para ver pornô na internet é de 15 minutos;
10% dos usuários que vêem pornô admitem ser viciado à pornografia;
Em todo mundo a pornografia gera ganho de 97 mil milhões de dólares (28% China, 27% Coréia do Sul, 21% Japão, 14% EUA);
Estados Unidos gasta 13.600 milhões de dólares em pornô;
Companhias como a Time Warner, GM e Marrriot fazem milhões vendendo erotismo;
San Fernando Valley (ao sul da Califórnia) produz 90% de todos os filmes pornográficas e estreia 20 mil filmes para adultos ao ano;
Uma estrela pornô feminina pode ganhar em qualquer lugar de 100 mil a 250 mil dólares ao ano;
Em média uma ator pornô pode ganhar até 40 mil anuais;
15 novos casos de DSTs de atores e atrizes pornô são reportados a cada semana.
Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos em um mundo submerso em pecado e que despreza os padrões de moral e justiça divina. A sociedade, de forma geral, encontra-se envolvida em um estilo de vida que se contrapõe aos princípios da lei de Deus. Os padrões de moralidade parecem não mais existir, a forma de se medir felicidade e sucesso difere daquela encontrada na Palavra de Deus. O objetivo de vida do ser humano não é a glorificação do nome do Senhor e sim a busca desenfreada pela satisfação pessoal, ainda que para isso seja necessário desconstruir conceitos e valores jogando-os definitivamente na lata do lixo.

Como já escrevi anteriormente fomos chamados pelo Senhor a vivermos de modo absolutamente diferente dos que compõem esta geração. Compromisso com a moral, decência e santidade devem fazer parte da vida daqueles que nasceram de novo, levando-nos a exalar sobre os que se encontram em estado de putrefação espiritual o bom perfume de Cristo.

Quanto a nós, discípulos de Cristo, cabe um posicionamento audacioso diante da promiscuidade que tomou conta do nosso país, como também refutar veementemente a comercialização do corpo da mulher. Tenho plena convicção de que como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como evangélicos, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma, transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, morte em vida.

Pense nisso!



Renato Vargens

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O BLOG DE ADRIANA VANDONI ESTÁ CENSURADO POR ORDEM JUDICIAL!



Mulher de coragem que fala o que deve está sendo punida pelo governo Lula!
Veja abaixo o texto que foi censurado pelo governo Lula.

Publicado por Adriana Vandoni em 10 novembro, 2009, às 13h31

Já tivemos presidentes para todos os gostos, ditatoriais, democráticos, neo-liberais e até presidente bossa nova.

Mas nunca tivemos um vendedor de ilusão como o atual.

Também nunca tivemos uma propaganda à moda de Goebbels no Brasil como agora.

O lema de Goebbels era uma mentira repetida várias vezes, se tornará uma verdade.

O povo, no sentido coletivo, vive em um jardim de infância permanente.

Vejamos alguns dados vendidos pelo ilusionista.

O governo atual diz que pagou a divida externa, mas hoje, ela está em 230 bilhões de dólares. Você sabia ou não quer saber? A pergunta é: pagou? Quitou? Saldou? Não.

Mas uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade.

Pagamos sim, ao FMI, 5 bilhões de dólares, o que portanto mostra apenas quão distante estamos do que é pregado para o povo.

Nossa dívida interna saltou de 650 bilhões de reais em 2003, para 1 trilhão e 600 bilhões de reais hoje, e a nossa arrecadação em 2003 ano da posse do ilusionista que foi de 340 bilhões, em 2008 foi de 1 trilhão e 24 bilhões de reais.

Este ano a arrecadação caiu 1% e, olhem bem, as despesas aumentaram 16, 5%.

Mas esses dados são empurrados para debaixo do tapete.

Enquanto isso os petralhas estão todos de bem com a vida, pois somente com nomeação já foram 108 mil, isso sem contar as 60 mil nomeações para cargos de comissão. É o aparelhamento do Estado.

Enquanto isso os gastos com infra-esturutra subiram apenas 1%. As despesas com os companheiros subiram 70%.

Como um país pode crescer sem a infra-estrutura, sendo essa inclusive a parte que caberia ao governo?

O PT vai muito bem, os companheiros estão todos muito bem situados, todos, portanto, estão fora da marolinha, mas nos outros estamos sentindo o peso do Estado petista ineficiente, predador e autoritário.

Nas áreas cruciais em que se esperaria a mão forte e intervencionista do governo, ou seja, na saúde, educação e segurança o que temos são desastres e mais desastres, mortandades.

O governo Lula que fala tanto em cotas raciais para a educação, basta dizer que entre as 100 melhores universidades do mundo, o Brasil passa longe.

Já os Estados Unidos (capitalismo) possuem 20 universidades que estão entre as 100 melhores. O Brasil não aparece com nenhuma. São números.

O governo Lula também desfralda a bandeira da reforma agrária.

O governo anterior fez mais pela reforma agrária que o PT, mas claro, esses números não interessam. A verdade não deveriam interessar mesmo.

Basta dizer que reforma agrária é mais falácia do que coisa concreta
em beneficio da sociedade.

Se querem saber, em todos os países onde houve reforma agrária, logo em seguida se tornaram países importadores de alimento. A ex-URSS, Cuba e China são exemplos claros do que estou afirmando.

Mas continuamos com o discurso de reforma agrária. A URSS quando Stalin coletivizou a terra, passou a ser importadora de alimento e consequentemente a ser um dos responsáveis pelo aumento do preço do alimento no mundo.

Entendam. Cuba antes da comunização com Fidel, produzia 12 milhões de toneladas de açúcar do mundo, hoje não produz nem 2 milhões.

A Venezuela tão admirada por Lula produzia 4 mil quilos de feijão por hectares, depois da reforma agrária praticada pelo coronel Hugo Chaves só produz 500 kg por hectares.

Mas os socialistas não sabem nem querem saber dessas questões, o trabalho que dá para produzir, para gerar alimentos, isso porque eles tem a sociedade para lhes pagar o salário, as contas e as mordomias, além de dinheiro do contribuinte para colocar comida na sua mesa.

Mas eles não sabem nem querem saber sobre o que é produzir, cultivar, plantar alimentos.
Pois bem, os companheiros acreditam nos milagres da reforma agrária. Dizem que estão mudando o país.

É para gargalhar.

Agora incrível, e hoje está mais do que comprovado, que com a diminuição dos impostos nos setores de eletrodoméstico fez o comércio e indústria neste setor produzir e vender mais. O aquecimento na venda de carros também surtiu efeito com a redução de impostos.

O que fica definitivamente comprovado que imposto nesse país é um empecilho ao progresso e ao desenvolvimento.

Mas o discurso dos petistas é outro. Ou seja, uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade.

É o ilusionismo de Lula.
COMO O BLOG FOI AMORDAÇADO JUDICIALMENTE PELO GOVERNO, VAMOS DIVULGÁ-LO!

Fonte: Brasil - Liberdade e Democracia

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